segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

História e Evolução dos Telefones Celulares - CURIOSIDADE


História e Evolução dos Telefones Celulares

A empresa americana Bell Company, em 1947, desenvolveu um sistema que permitia a utilização de telefonia móvel dentro de uma determinada área utilizando o conceito de células, ou áreas de cobertura, derivando deste, o nome celular. Ainda naquele ano, nos Estados Unidos, a AT&T e a Bell propuseram à FCC (Federal Communication Commission) a alocação de um número de freqüência de rádio especificamente para comunicação móvel, mas a FCC disponibilizou apenas poucas freqüências, possibilitando que somente 23 pessoas se conectassem simultaneamente ao sistema de uma determinada área de cobertura. Isto, na época, tornou a tecnologia inviável comercialmente.
Levou cerca de 20 anos para a FCC reconsiderar o número de freqüências destinadas à telefonia móvel e aumentar esse número para suportar mais usuários.
Em 1968, as empresas AT&T e Bell definiram o sistema de uso de torres para atender aos usuários por áreas, conforme seu deslocamento, e, desta forma, continuou a propagação do sistema até a cobertura atingida nos dias atuais.
A Bell, em 1973, já possuía um sistema de comunicação instalado em carros de polícia, mas foi a Motorola, naquele mesmo ano, a primeira a incorporar essa tecnologia a um dispositivo móvel de comunicação fora de um veículo, para uso pessoal. Contudo, em janeiro de 1979 o sistema foi realmente testado com 200 pessoas em Chicago.
Mas foi 10 anos depois, em 1983, que surgiu o primeiro celular aprovado pelo FCC, o DynaTAC 8000X, da Motorola - que junto com a empresa Ameritech iniciou o uso comercial da telefonia celular no Estados Unidos e no mundo.
Nesse momento a Motorola já havia investido cerca de US$ 100 milhões em 15 anos de pesquisas em tecnologia móvel celular.
O aparelho, conforme mostrado na Figura 1, com cerca de 1kg, tinha capacidade para uma hora de conversação e oito de stand-by, memória para 30 números, além de display com LED (Light Emitting Diodes). "Consumidores ficaram tão impressionados com a idéia de estar sempre conectados que se dispunham a pagar US$ 3,995", lembra Rudy Krolopp, um dos primeiros participantes da equipe de desenvolvimento do aparelho. As listas de espera chegavam aos milhares, mesmo com o preço do DynaTAC 8000X; Hoje um aparelho de última geração está na faixa de U$250.


Figura 1 – Motorola Dynatec 8000X
Passados 20 anos do início da telefonia móvel comercial, o conceito do uso desses dispositivos mudou; hoje os consumidores procuram maneiras de reforçar seus estilos de vida. O celular tornou-se, neste contexto, uma extensão da personalidade do usuário, uma peça capaz de enriquecer relacionamentos, divertir, aumentar a produtividade e expressar individualidade. Isso significa comunicar, dividir, criar e divertir com voz, textos, imagens, músicas e vídeos.
Com o barateamento da tecnologia, o número de usuários de celular no mundo passou de cerca de 300 mil, em 1984, para mais de 1,2 bilhão, atualmente. À medida que a indústria cresceu, as empresas anteciparam a demanda por tecnologias inovadoras, de acesso sem fio à internet, a jogos, músicas e imagens digitais.

A Telefonia Celular no Brasil

A entrada do Brasil na era da telefonia celular ocorreu em novembro de 1990. Desta data até dezembro de 2003 passamos de 667 para mais de 43 milhões de acessos móveis - Uma trajetória impressionante de crescimento de uma tecnologia que marca presença em vários setores da sociedade.
“O telefone celular chegou a rincões do país, algumas vezes, antes mesmo que as populações locais dispusessem de água encanada ou saneamento básico”. (Dias et al, 2002).
Em agosto de 2003 o número de usuários da telefonia móvel ultrapassou os da telefonia fixa. A Agência Nacional de Telecomunicação - ANATEL -, no final de 2003, divulgou o total de 46.373.266 acessos móveis no Brasil, representando uma densidade de 26,2 acessos por 100 habitantes. Em novembro de 2004, a Anatel divulgou que esse percentual de acesso subiu para 31,3% da população brasileira. Um aumento de 27%, de 2003 para 2004, na teledensidade da telefonia móvel no Brasil.
No início da operação da telefonia celular o interessado deveria despender cerca de US$20 mil para utilizar o sistema. Mas, como costumeiramente ocorre na área tecnológica, o preço caiu conforme aumentou a evolução tecnológica e a escala de produção. Tal escala surgiu a partir da grande demanda reprimida na área de telefonia fixa que, até então, era de péssima qualidade. (Dias et al, 2002, 2002).
Pouco a pouco a tecnologia de comunicação móvel foi sendo incorporada ao cotidiano e às mais variadas situações. Desde novas formas de contato pessoal, passando por áreas de negócios, até salvamento de vidas, foram viabilizados através da tecnologia do celular. O celular deixou de ser apenas um objeto de desejo para se tornar uma necessidade, deixou de ser artigo de luxo para, em muitos casos, se tornar item básico. A telefonia móvel atingiu um patamar que permeia todo o tecido da sociedade brasileira moderna e que, assim como os computadores, criou um forte vínculo de dependência com essa tecnologia (Dias et al, 2002).
Entretanto, ao contrário dos computadores pessoais, o celular conseguiu uma massificação e capilarização país à fora graças aos planos pré-pagos, os quais tiveram um crescimento vertiginoso desde sua implementação. Em junho 1999, quando foi lançado, o pré-pago representava apenas 15% da base de assinantes; um ano depois já era 50% dos usuários. O ano de 2003 fechou com 76% do mercado nessa modalidade de assinatura, representando 35 milhões de usuários no Brasil.
Essa alta popularização do celular viabilizou e alavancou negócios da população de renda mais baixa, possibilitando a criação de um contato permanente aos escritórios móveis de diversos tipos de trabalhadores autônomos, a maioria dentro da informalidade da relação de trabalho, realidade que tem níveis ascendentes no Brasil (Dias et al, 2002). Não por acaso, o Estado do Rio de Janeiro, que conta com os maiores números da economia informal no Brasil, é também o segundo com maior densidade de acesso no país.
No verão de 2002, o antropólogo Robbie Blinkoff (2001) e uma equipe de antropólogos conectados entre sete grandes cidades do mundo, entre elas Rio de Janeiro, realizaram uma pesquisa com 144 participantes. O estudo mostrou que o usuário brasileiro não aproveita adequadamente as funções de seu aparelho celular.
Em muitos casos, os aparelhos com recursos simples são suficientes para um grande grupo de usuários. O excesso de recurso e informação, algumas vezes, apenas confundem e atrapalham usuários inexperientes e que não têm necessidade de utilizar funções além das que julgam serem triviais. Além disso, freqüentemente observamos pessoas que, mesmo com experiências anteriores com outros celulares e computadores, deparam-se com problemas de uso com seus telefones celulares.
O outro lado do uso do celular
Muito se fala de como os celulares melhoraram a comunicação, viabilizaram novos negócios, facilitaram resgates, possibilitarem outras benesses para a sociedade. Entretanto, da mesma forma que essa tecnologia é utilizada para coisas boas, também é aplicada em negócios ilícitos. Não são poucas as notícias sobre bandidos, mesmo presos, que comandam suas quadrilhas com o uso de telefones celulares. “É claro que esta facilidade de comunicação acabou ajudando também os bandidos – em especial os agentes do crime organizado, que às vezes coordenam roubos, seqüestros e outros crimes de dentro dos presídios” (Dias et al, 2002).
Como em vários estados não era preciso preencher um cadastro para adquirir um telefone pré-pago, facilitou-se o uso de celulares pelos bandidos de forma anônima. Felizmente, todos os estados já obrigam a existência de um processo de cadastramento para todos os compradores de celulares.
“Mesmo assim, especialistas em segurança afirmam que a tecnologia celular não pode ser considerada um instrumento facilitador do crime. Ao contrário, a própria polícia tem utilizado o grampo desses aparelhos telefônicos para obter informações importantes...” (Dias et al, 2002).
Além da questão da segurança, a presença dos aparelhos celulares em reuniões, salas de aula, cinemas e peças de teatro tem causado grande incômodo, com seu toque de chamada ou com a conversa do usuário, perturbando o silêncio necessário nessas ocasiões e ambientes. Desta forma, o uso desse dispositivo já observa regras de etiqueta em ambientes específicos.
Estas regras quando não implícitas, são explicitadas aos usuários através de avisos, cartazes e até mesmo filmes, este último, mais especificamente, em salas de cinema.
Determinadas escolas dos EUA já detectam e retêm os celulares na entrada dos alunos, evitando que portem seus aparelhos em sala de aula.
Mais recentemente, os celulares com câmeras estão sendo indevidamente utilizados para revelar momentos de intimidade de pessoas, como em banheiros e vestiários. Diversos estabelecimentos já estão procurando medidas de se precaver de eventuais situações deste tipo. Livrarias também estão, literalmente, vigiando o uso de celulares com câmera a fim de evitar cópias de livros através das fotos digitais dos aparelhos - desde o advento desta função nos celulares, as vendas de livros registraram queda associada a esse tipo de cópia não autorizada.
Tecnologia Centrada no Usuário
Shneiderman (2002) considera que, ao contrário da velha computação que valorizava os aspectos da máquina, a nova computação valoriza o que, efetivamente, os usuários podem fazer com as máquinas. Ainda segundo o pesquisador, a tecnologia não é o objetivo final e sim o meio pelo qual o usuário pode satisfazer diversas necessidades e enriquecer suas experiências.
O início da interação humano-computador está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento de novas tecnologias de interfaces para computadores e a história da interface gráfica. Vários destes conceitos são empregados nos sistemas dos aparelhos celulares atuais.
No início dos computadores pessoais as linhas de comando utilizadas em sistemas, como o DOS, eram a principal forma de comunicação entre o homem e a máquina, restringindo o uso dos computadores a grupos ligados diretamente à tecnologia. Aprender a operar era como lidar com uma nova língua, na medida em que era preciso decorar significados arbitrários, além, lógico, de sua sintaxe própria. A tecnologia em si era a guia de desenvolvimento dos produtos das empresas, sem que estas atentassem para outros tipos de usuários.
A tecnologia que empregava janelas e ícones para representar elementos no monitor do computador com um dispositivo chamado mouse, teve seus primórdios com os engenheiros Ivan Sutherland e Doug Engelbart em meados de 1968, mas foi o pesquisador do Xerox PARC (Palo Alto Research Center) Alan Kay, em continuidade ao trabalho de Sutherland e Engelbart, que trabalhou com o conceito de metáfora, criando a relação da tela com uma mesa de trabalho em uma interface do computador.
A partir dali, evidenciava-se o design de HCI centrado em fatores humanos, conforme escreve Johnson (2001):
“Se o computador podia assumir qualquer forma imaginável, porque não o fazer imitar o velho mundo analógico que iria substituir? Era uma espécie de troca imaginativa: se as pessoas iriam abandonar seus fichários e pilhas de papel, porque não simplesmente transferir essas coisas para o mundo digital?”
Desta forma, as associações e os processos analógicos dos usuários eram respeitados e transmutados para um ambiente digital, diminuindo o impacto da passagem de um meio para outro.
O computador Lisa, da Apple, foi o primeiro computador pessoal no mercado a utilizar tecnologia baseada no conceito de WIMP (Windows- Janelas que podiam ser manipuladas. Icons- Ícones que representavam elementos do sistema; Menu pop-up- Organização e disposição das funções em menu e sub menus; e Pointer- Ponto de acionamento com controle via mouse).
Em razão do alto preço, o Lisa não obteve sucesso comercial, e logo os engenheiros da Apple já finalizaram seu segundo projeto, o Apple Macintosh, cujo lançamento ocorreu em 1984, com sucesso de vendas.
A possibilidade de uso dessas máquinas por pessoas sem conhecimento técnico foi proporcionada pela utilização de metáforas de Kay que remetiam a lógicas pré-existentes. A nova tecnologia de interface gráfica apresentava-se como uma forma de humanização da tecnologia, permitindo que pessoas comuns, utilizassem as máquinas do futuro. Esta era a intenção da Apple, conforme verifica-se no próprio slogan de lançamento do Macintosh – The computer for the rest of us (o computador para o resto de nós) e na definição do uso computador como User Friendly (Uso Amigável).
Mas foi com o Microsoft Windows, presente nas máquinas de tecnologia IBM PC, utilizando o mesmo conceito de interface gráfica, que se disseminou a tecnologia GUI, pois o IBM PC era uma tecnologia licenciável, com vários fabricantes e, conseqüentemente, com preços mais acessíveis.
Donald Norman (1998) questiona:
“Porque tudo é tão difícil de usar? O real problema reside no desenvolvimento do produto, na ênfase maior na tecnologia do que no usuário, a pessoa na qual o produto está sendo destinado. Para melhorar produtos, as companhias precisam de uma filosofia de desenvolvimento que almeje o usuário humano, não a tecnologia. Companhias precisam de um desenvolvimento centrado no usuário.”
Além disso, segundo Shneiderman (2002), as interfaces gráficas dos computadores pessoais iniciaram considerações sobre as diversas necessidades dos usuários.
Passados vinte anos do lançamento do primeiro Macintosh, os telefones celulares ainda não contemplam o mesmo grau de usabilidade alcançado nos computadores pessoais. Isto se deve tanto por restrições no tamanho, imagem, som e entrada de dados dos celulares, quanto pela pouca eficiência de sistemas encontrados em modelos de telefones celulares.
Segundo Craig Barret (2004), executivo-chefe da Intel, as tecnologias se tornam cada vez mais diversificadas e presentes nas vidas das pessoas, e não podem ser complicadas. Em função disso, diz Barret (2004) acreditar nos investimentos em pesquisas sociais e etnográficas para entender a maneira como as pessoas se relacionam com a tecnologia, procurando meios para tornála a mais amigável possível.
Em pesquisa de outro fabricante de microprocessadores, a AMD, buscouse descobrir os mais importantes motivadores de compra dos consumidores de artigos de tecnologia. Segundo Tricia Parks (2004), presidente da empresa que desenvolveu a pesquisa, o que mais surpreendeu a indústria foi descobrir que, nos Estados Unidos, o preço não é o maior motivador de compra deste tipo de consumidor. Os seis atributos que constituíram relevância foram: familiaridade, importância de benefício do produto, viabilidade financeira, conhecimento de onde comprar, percepção de fácil instalação e percepção de fácil utilização.
A pesquisa indicou que antes de adquirir o produto o consumidor leva em consideração, primeiramente, a importância do seu benefício, em seguida, a familiaridade, e, em terceiro lugar, a facilidade de uso. Os computadores, microondas e telefones celulares foram citados como os produtos com maior importância de benefício na pesquisa realizada.
Mudanças das Interfaces dos Celulares
As Interfaces dos primeiros celulares eram compostas, basicamente, por texto, e não permitiam uma riqueza de detalhes na apresentação das informações no visor do dispositivo, em razão da tecnologia imprópria.
A resolução, responsável pela melhor definição dos textos e formação de desenhos no visor, está gradualmente aumentando com a evolução dos aparelhos celulares, assim como a quantidade de cores. Com esta melhora na tecnologia de exibição de informações, os elementos gráficos na tela podem ser melhor representados, equiparando-se a pequenos computadores pessoais.
Assim como aconteceu como os assistentes pessoais digitais, a interface gráfica dos sistemas dos computadores pessoais foi usada como referência para apresentação dos elementos em alguns modelos de celulares, ao ponto de alguns telefones funcionarem com versão compacta do sistema Windows.
O som, que teve uma evolução com menos etapas do que a resolução da tela do celular, também gerou bastante diferenças. Hoje, inúmeros modelos de celulares, além de permitirem gravação de voz, grande qualidade de emissão de alertas sonoros, chamados sons polifônicos, também possibilitam mixagens e download de toques e músicas da Internet.
A evolução tecnológica busca cada vez mais criar dispositivos menores.
Apesar de ser bastante atrativa aos consumidores, esta tendência tecnológica de priorizar a miniaturização implica em problemas ergonômicos de manipulação do aparelho. Tais problemas aparecem na redução do tamanho das teclas e caracteres no visor, além da redução na quantidade de teclas presentes nos celulares, indo de encontro ao crescente aumento de funções nesses dispositivos.
Conclusão
Assim como as interfaces gráficas dos computadores ampliaram a possibilidade de outros tipos de usuários, excetuados os técnicos, usufruírem as vantagens dos computadores, Sheiderman (2002) postula que, na nova computação, a usabilidade universal possibilitará a inclusão de grupos até então não considerados pela indústria, permitindo reverter o quadro atual de subaproveitamento da tecnologia dos telefones celulares, como o encontrado no Brasil na pesquisa de Robbie Blikoff (2001).
Fonte: www2.dbd.puc-rio.br
Telefone Celular
A historia e as tecnologias mais implementadas.
Um telefone celular (no Brasil e em Moçambique) ou telemóvel (em Portugal) é um aparelho de comunicação por ondas electromagnéticas que permite a transmissão bidirecional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provêm a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor.
Telefone celular, ou simplesmente “celular” (plural celulares), é a designação utilizada no Brasil e em Moçambique. Em Portugal, estes aparelhos passaram a ser designados a seu tempo como “telemóvel” (plural telemóveis), uma simplificação de “telefone móvel”. No entanto, a designação ‘Telefone Celular’ permanece como designação técnica.

Há diferentes tecnologias para a difusão das ondas eletromagnéticas nos telefones celulares, baseadas na compressão das informações ou em sua distribuição: na primeira geração (G) (a analógica, desenvolvida no início dos anos 80), com os sistemas NMT e AMPS; na segunda geração (2G) (digital, desenvolvida no final dos anos 80 e início dos anos 90): GSM, CDMA e TDMA; na segunda geração e meia (2,5G) – uma evolução à 2G (com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adoção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos) utiliza uma tecnologia superior ao GPRS, o EDGE, utiliza também o padrão HSCSD e 1XRTT; na terceira geração (3G) (digital, com mais recursos, em desenvolvimento desde o final dos anos 90), UMTS e W-CDMA.
A indústria classifica os sistemas de telefonia celular em gerações: a primeira geração (1G) analógica; a segunda geração (2G), já digital e em uso intenso no Brasil; a segunda e meia geração (2,5G), com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adoção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos; a terceira geração (3G), ainda em experiências iniciais no Japão e na Europa. E já em desenvolvimento a 4G (quarta geração).
Aparelhos análogos baseados no rádio já eram utilizados pelos policiais em Chicago na década de trinta, dentre outras tecnologias.

Utilidade
O Celular que quando lançado ainda na tecnologia analógica era somente usado para falar, já é usado para enviar SMS, tirar fotos, jogar e ouvir músicas, mas não para por aí, nos últimos anos, principalmente no Japão e na Europa, tem ganhado recurso surpreendente até então não disponível para aparelhos portáteis, como GPS, videoconferências e instalação de programas variados, que vão desde ler e-book à usar remotamente um Computador qualquer, quando devidamente configurado. O Brasil ainda está dando seus primeiros passos para esses tipos de tecnologias, a demora não deve apenas pela necessidade de grandes investimento, mas também por ser rentável somente a longo prazo, como acontece nos países onde há essas tecnologias disponíveis, uma parcela pequena de usuários utiliza esses serviços, mesmo com preços acessíveis.
Personalização
Juntamente com tecnologia digital, chegou alem de qualidade e segurança, a possibilidade de personalizar seu celular, iniciou com toque monofônico, os quais são formados apenas por bip de mesmo tom, configurados para ter o ritmo da musica, e também surge as figuras monocromáticas que são quase desconhecidas, com a nova geração de aparelhos, principalmente nos lançamentos do sistema GSM, veio então alem de toques polifônicos e em formato MP3 juntamente com imagens coloridas.
As imagens coloridas podem ser de dois tipos distintos:
   Formato GIF; trate-se de um formato que só suporta 256 cores, nos aparelho pioneiros, normalmente era usado esse formato.
   Formato JPG; formato amplamente difundiu graças as câmeras digitais este suporta até 64 milhões de cores e é usado em aparelhos mais avançados, e praticamente todos que possuem câmeras digitais integradas ao celular.
Para personalizar o seu celular procure o portal da operadora na internet ou pelo próprio aparelho via WAP, porem lembre-se que WAP é cobrado mesmo para escolher o toque ou a imagem. Há também sites que distribuem gratuitamente conteúdo para aparelhos diversos, o qual fica mais barato ao usuário final já que não são protegidos por direitos autorias.
Como funciona o celular.
Ao fazer uma chamada pelo telefone celular, um sinal é emitido pelo aparelho e captado pela Estação Rádio Base mais próxima. Esta, por sua vez, se comunica com a Central de Comutação e Controle, que através de antenas direciona o sinal para a central do número chamado. É a troca de sinais entre essas antenas que garante a conversação sem perda de sinal, mesmo quando os clientes estão em trânsito ou dentro de túneis.
O sistema celular se interliga à rede pública de telefonia, tornando possível as chamadas de um aparelho celular para um telefone fixo. Graças aos acordos de roaming entre as operadoras do Brasil e de outros países, o usuário de celular no Brasil pode falar do seu celular para qualquer parte do mundo.
Bandas

Bandas são as faixas de freqüência em que funciona o Serviço Móvel Pessoal (SMP) no Brasil. A Banda A funciona desde o começo dos anos 90, e é nela que a TIM Sul opera com a tecnologia TDMA. A Banda A é constituída pelas ex-empresas públicas, privatizadas em 29 de julho de 1998. As bandas B são licenças vendidas pelo Governo para operar nas mesmas áreas de concessão das Bandas A. É importante saber que o celular da Banda A só fala através de torre da Banda A e que o celular da Banda B só fala através de torre da Banda B. Na prática, isso significa que os clientes TDMA da TIM podem usar o celular em 250 cidades nos Estados do Paraná e de Santa Catarina, e na região de Pelotas/RS. As Bandas A e B operam na freqüência de 800 MHz e utilizam tecnologia TDMA e CDMA.
As novas Bandas – D e E (a C não teve comprador no leilão) – operam na faixa de freqüência de 1,8 GHz e a tecnologia empregada é a GSM, na qual a TIM é uma das grandes operadoras no mundo. Estas bandas entraram em operação no segundo semestre de 2003.

Torre de Transmissão
É o equipamento que transmite e recebe o sinal celular em uma determinada região. As instalações se caracterizam pelas torres de média altura ou superpostes, que têm antenas direcionadas para todas as regiões. Nos últimos tempos, as torres têm sido objeto de discussões sobre questões urbanísticas e de saúde pública. Saiba um pouco mais sobre este assunto que interessa a todos: os efeitos que as radiações eletromagnéticas emitidas pelas antenas fixas de telefonia celular podem exercer sobre o ser humano. Antes de tudo, saiba que essas informações são todas baseadas em estudos científicos atualizados e referendadas por autoridades no assunto. A TIM deseja, com este material, esclarecer e tranqüilizar a sociedade, pois percebemos que este tema ainda causa certa dúvida e preocupação em muitas pessoas. Por isso, leia as informações com muita atenção.
Como funciona o sistema de telefonia celular?
Todo aparelho celular se comunica, via radiações (ou ondas) eletromagnéticas, com as antenas que estão nos topos das torres. Estas torres, por sua vez, são chamadas de ERBs (Estações Rádio-Base), responsáveis pela intercomunicação com a CCC – Central de Comunicação e Controle. A CCC interliga o usuário com as demais operadoras, aparelhos celulares e fixos, completando, assim, a ligação.O sistema celular se interliga à rede pública de telefonia, tornando possível as chamadas de um aparelho celular para um telefone fixo. Graças aos acordos de roaming entre as operadoras do Brasil e de outros países, o usuário pode falar do seu celular para qualquer parte do mundo.
Clonagem
A clonagem de celulares é um problema que aflige muitos dos usuários da telefonia móvel. Acontece quando um criminoso usa uma linha de um cliente de alguma operadora para fazer ou receber ligações. Além de perder sua privacidade, o usuário recebe uma conta telefônica bem mais alta do que o devido, devido ao uso clonado de seu número em algum outro aparelho. Também passa a receber ligações de pessoas estranhas. A clonagem é usada no Brasil por quadrilhas de crime organizado para se comunicar, burlando a vigilância da polícia.
Estão vulneráveis à clonagem os telefones que entram em áreas onde o sinal é analógico, e por isso, os telefones de operadoras GSM, tais como a TIM, a Oi ou os novos aparelhos da Claro e mais recentemente Vivo são considerados mais seguros. Estão expostos à clonagem os celulares CDMA, como os da Vivo, que operam em sistema analógico em boa parte do país. Também estão vulneráveis os aparelhos TDMA, da antiga BCP, que foi incorporada pela Claro.
Quem tem aparelhos CDMA ou TDMA pode reduzir os riscos da clonagem evitando ligar o telefone nas proximidades de aeroportos ou em locais em que o sinal não é digital. Os aeroportos são lugares visados para este tipo de atuação por criminosos, por serem locais de grande movimentação de executivos.
Nestas zonas as quadrilhas instalam suas vans com antenas clandestinas para captar os códigos emitidos pelos celulares dos viajantes.
Com um scanner de freqüência ou um receptor de rádio de alta freqüência, o criminoso consegue identificar o número da linha e o número de série do aparelho, usando-os no clone. Ao abrir o aparelho para conserto, um técnico também tem acesso a esses números.
Como se clona um telefone celular?
O processo é perigosamente fácil. Mas, para entendê-lo, primeiro é preciso saber como funciona o celular. Essencialmente, ele é um rádio que pode receber ou transmitir sinais em cerca de 800 faixas de freqüência. As operadoras dividem as cidades em setores chamados células – sacou o porquê de “celular”? Dentro de cada célula há um retransmissor de freqüências, as antenas que vemos espalhadas por aí. O celular se conecta à antena mais próxima, o que permite a movimentação durante uma chamada. Centenas de pessoas usam a mesma faixa, mas, cada aparelho tem um código que mantém a conversa direcionada apenas entre o aparelho que efetuou a chamada e o que a recebeu. É aí que entra em cena a clonagem. Com os equipamentos certos, um falsário pode encontrar uma freqüência em uso e capturar o código do aparelho que está nela. “Eu gastava 330, 350 reais por mês. Imagina meu susto quando vi a conta de 3.700 reais!”, afirma o representante comercial Luís Gustavo Cerpim. Segundo o Procon de São Paulo, o ônus da clonagem é das operadoras, que precisam oferecer redes seguras.
Ladrões de linhas
Falsários preferem agir nas proximidades dos aeroportos
1- Clonadores gostam de agir perto de aeroportos. Como nem sempre a tecnologia digital das operadoras é igual, elas mantêm canais analógicos para as pessoas usarem os telefones fora de suas cidades. Quando você desembarca em outra cidade e liga o celular, ele fica por algum tempo conectado às redes analógicas
2- O simples fato de o celular ser ligado nessa situação (mesmo sem realizar chamadas) faz ele se conectar à antena mais próxima. Isso abre uma brecha para o clonador, pois é muito mais fácil penetrar no sistema de transmissão por ondas da rede analógica que no sistema binário (seqüências de 0 e 1) da rede digital
3- Normalmente o clonador monta seu “escritório” em alguma casa ou sala próxima do aeroporto. Lá, ele instala um scanner de ondas e um rádio receptor de multifreqüência para “fisgar” a transmissão analógica. Os dois equipamentos ficam conectados a um computador
4- Com o scanner e o rádio, o falsário captura uma freqüência de ondas pela qual trafega o sinal do celular da vítima. Esse sinal capturado tem o código do aparelho, o número, o registro e outros dados usados pela operadora para calcular a conta
5- A codificação do aparelho é guardada no computador e depois transferida para um celular “frio” — em geral, um aparelho roubado. A clonagem é feita em qualquer celular sem linha, desde que ele seja da mesma tecnologia (TDMA, CDMA ou GSM) do aparelho que teve o sinal roubado. Certas tecnologias, porém, são mais seguras – como a GSM
6- O aparelho-clone pode ligar para qualquer lugar e é usado por quadrilhas de seqüestradores e interessados em ligar para “disque-sexo”, entre outros fins. Como ele usa a codificação do celular clonado, os débitos vão para a conta do proprietário real, que percebe que foi vítima de um golpe quando abre a próxima fatura

Disque-prevenção

Existem alguns truques para dificultar a vida dos clonadores
Desligue seu celular perto de aeroportos e rodoviárias. Deixe para acioná-lo apenas quando estiver distante desses lugares
Se não puder desligá-lo, programe o aparelho para usar uma rede digital em vez de deixá-lo buscar automaticamente uma analógica. Todos os celulares têm esse recurso
Confira mensalmente sua conta para ver se há chamadas para números estranhos. Existem clonadores que roubam apenas algumas dezenas de reais por mês
Para não contribuir com esse crime, ao comprar um aparelho usado, veja se ele não é roubado, checando se não há registro no Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi)
[Curiosidades]
O que são radiações eletromagnéticas?

Todo aparelho celular se comunica, via radiações (ou ondas) eletromagnéticas, com as antenas que estão nos topos das torres. Existem dois tipos de radiações eletromagnéticas: as ionizantes e as não-ionizantes. As ondas emitidas pelos celulares estão entre as radiações não-ionizantes, que não produzem reações químicas nos tecidos sobre os quais incidem, sendo, por isso, inofensivas ao ser humano. Já as radiações ionizantes produzem reações químicas e causam, dependendo do tempo de exposição, sérios danos à saúde. Um exemplo deste grupo são os Raios x.
As radiações emitidas pelas antenas de telefonia celular são perigosas?
Uma coisa e interessante  sabemos nos celulares, a taxa de absorção da energia pelo corpo foi limitada a uma valor máximo de 2 watts/kg (watt por quilograma – SAR). Já para as Estações Rádio-Base, a densidade de potência das antenas respeita os seguintes limites de segurança: 4,5 watts por m², na freqüência de 900 MHz  4 watts por m², na freqüência de 800 MHz   9 watts por m², na freqüência de 1,8 MHz.
Não, desde que transmitidas em baixa potência. A onda eletromagnética transmitida pelas antenas é do mesmo tipo da utilizada pelas emissoras de rádio, televisão, polícia e corpo de bombeiros. Como já vimos, essas ondas são do tipo não-ionizantes e, portanto, inofensivas. Tanto é que nunca se detectou nenhum problema médico provocado pelas antenas que já estão instaladas há 17 anos nos países desenvolvidos. Mesmo assim, existem rigorosas normas de segurança, feitas para impedir que as torres de telefonia celular usem transmissão de ondas em alta potência.

Por que em áreas urbanas deve-se instalar várias torres?
A única forma de se prestar o serviço celular é instalando-se antenas de baixa potência em diversos locais da cidade. Esta técnica, de distribuição da potência em vários pontos urbanos, é utilizada em todos os países do mundo, seja nos EUA, na Europa ou na Ásia. Dessa forma, o serviço também é prestado aqui no Brasil.
As antenas podem ser instaladas nos edifícios?
Se os limites de radiação forem respeitados, não há o menor problema. Neste caso, os edifícios funcionam como se fossem torres, pois servem de suporte para as antenas.
As antenas alteram o funcionamento de marcapassos, eletrodomésticos e computadores?
Não, e por duas razões: primeiro, porque a emissão eletromagnética que vem de uma torre é muito fraca e insuficiente para causar uma interferência. Segundo, a telefonia celular utiliza uma faixa de freqüência exclusiva, diferente da usada em controles remotos de TVs, portões eletrônicos e computadores. Quanto ao marcapasso, recomenda-se que o aparelho celular não seja deixado muito próximo do dispositivo.
Existem outras fontes emissoras de radiação?

Sim, qualquer equipamento elétrico ou eletrônico se constitui numa fonte geradora de ondas, que produz campos eletromagnéticos ao seu redor.
Qual a correspondência entre raios e torres de celulares?

Por estar num ponto mais alto que os prédios ao seu redor, as torres são vistas pela maioria das pessoas como um fator que aumenta o número de raios no local. Mas isto não é verdade, pois elas apenas atraem para si as descargas que iriam incidir nos arredores, já que possuem dispositivos de pára-raios e uma eficaz malha de aterramento. Ou seja, as torres acabam se transformando num excelente dispositivo de segurança contra descargas atmosféricas.
Podemos considerar a torre como uma estrutura segura?
Sem dúvida. As edificações que as abrigam seguem todas as normas de construção civil estabelecidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Só para você ter uma idéia, as torres são dimensionadas para suportar ventos de 140 a 190 km/h, comuns apenas em ciclones e furacões. Isso porque os serviços de telecomunicações são considerados essenciais para a populações, principalmente em casos de cataclismos atmosféricos.
Notas finais:
Não cheguei a explicar sobre as operadoras de telefonia, por que o seu funcionamento e bem simples, e uma pesquisa pelo sistes das operadoras irão-lhe retornar essas informações.
Fonte: 0fx66.com
Nokia
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HP
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HTC
innostream
Innostream
MiTAC
MiTAC
Mitsubishi
Mitsubishi
Neonode
Neonode
Nixxo
Nixxo
Palm
Palma
Panasonic
Panasonic
BlackBerry
BlackBerry
Sagem
Sagem
Sendo
Sendo
Sharp
Forte
Sierra Wireless
Sierra Wireless
Telson
Telson
vtech
vtech
Toshiba
Toshiba
Generic Manufacturer
Fabricante de genéricos
Firefly
Vaga-lume
Novatel
Novatel
Pantech
Pantech
VK Mobile
VK Mobile
i-mate
i-mate
UTStarcom
UTStarcom
BenQ
BenQ
Apple
Maçã
Eten
Eten
o2
o2
Option
Opção
Franklin
Franklin
Huawei
Huawei
Casio
Casio
ZTE
ZTE
PCD
PCD
Digital Chocolate Inc.
Digital Chocolate Inc.
Apple
Maçã
Garmin-Asus
Garmin-Asus
Linksys
Linksys
Microsoft
Microsoft
Dell

É hora de sorrir um pouco - Veja o vídeo